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21/03/2009 00:00:00

Politíca


Politíca

O diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito de Alagoas (Detran-AL), desembargador aposentado Antônio Sapucaia, denunciou em entrevista à rádio Jornal, na manhã desta sábado, 21, que o ‘dossiê’ entregue na tarde de ontem, 20, ao superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, pelo Sindicato dos Servidores do Detran (SINSDAL), trata-se na verdade de uma sindicância interna, aberta pela própria diretoria.

Sapucaia negou a omissão da atual diretoria na apuração de irregularidades no órgão nas administrações anteriores. “Abrimos essa sindicância interna para apurar as irregularidades”, explicou. “Lhe asseguro que nada disso envolve a nossa administração”, reafirma Sapucaia.

Na entrevista, Sapucaia lembrou ainda da acusação – feita, segundo o diretor-presidente, no site do sindicato – de omissão do órgão no acidente de trânsito envolvendo a superintendente da Secretaria Estadual da Mulher, Micheline Toledo – parente do governador Teotonio Vilela Filho – que resultou na morte do pedreiro José Enokes Idalino, de 48 anos, ocorrido no último dia 07.

De acordo com o presidente do órgão, à época, ele pessoalmente averiguou se havia irregularidade na perícia do acidente. “Liguei para o chefe dos peritos e ele me disse que o perito que trabalhou no dia fez tudo de acordo com a lei”, justificou.

“Que ruindade desse pessoal”, desabafou o diretor, referindo-se as atuais ações do SINSDAL.

Dossiê

Na tarde de ontem, 20, representantes do sindicato do Sindicato dos Servidores do Detran (SINSDAL) entregaram ao superitendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna, um dossiê, intitulado assembleinha.

No documento, segundo os servidores do órgão, estão denúncias – referentes ao ano de 2007 e 2008 – sobre pagamentos a empresas fantasmas, abastecimentos de veículos particulares bancados pelo Detran, além de superfaturamento.

O motivo para entrega do documento, se deu, de acordo com o sindicato, pois eles esperam três meses e a diretoria não encaminhou às denúncias aos órgãos responsáveis – como Tribunal de Contas do Estado e Ministério Público – para que fosse realizado auditoria do material.

O sindicato informou ainda que cópioas do dossiê serão entregues a Secretaria de Defesa Social (SDS), ao Ministério Público Estadual (MPE) e ao Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL).

com alagoasagora // lidia lemos



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