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21/03/2009 00:00:00

Economia


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Apesar das constantes quedas do preço do barril do petróleo, o consumidor brasileiro ainda não percebeu mudanças nos postos. A Petrobras e o governo explicaram os motivos porque a gasolina e o diesel continuam com o mesmo preço do ano passado.

Os consumidores esperam por uma boa notícia, que ainda não chegou ao bolso. “É um absurdo porque se o preço do petróleo está baixando, o preço tinha que baixar também”, diz a funcionária pública Claudiane Moura.

“Agora que baixou a gente não vai levar uma vantagem? Acho que tem que pensar um pouco no povo”, afirma o comerciário Alexandre Boaventura.

O barril do petróleo chegou a custar US$ 147 em julho do ano passado, mas vem caindo e agora, apesar de uma leve alta, está em torno de US$ 50.

O aumento mais recente no preço da gasolina foi em maio do ano passado. Agora, a Petrobras informa que uma queda no preço do combustível no posto para o consumidor vai depender de várias condições.

A Petrobras se justifica. Afirma que quando o preço do barril estava nas alturas, em 2008, o aumento não foi repassado às bombas aqui no Brasil. A empresa informou que agora está na hora de recuperar essas perdas.

“Estamos numa fase de recuperação. Essa recuperação acaba quando? Não sei. Essa recuperação depende do dólar e depende da variação do preço do petróleo. A hora que a Petrobras entender (...) que fez a compensação e pode ser feito um ajuste de preço, assim será feito”, diz o diretor de abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa.

A Petrobras rebateu as críticas de que vende uma das gasolinas mais caras do mundo.

O preço do litro sai da refinaria custando R$ 1,10, o que segundo a empresa está dentro dos padrões mundiais. No Rio de Janeiro, o combustível chega ao consumidor com um preço médio de R$ 2,54. A diferença é o lucro das distribuidoras, dos revendedores, dos impostos e o custo do álcool que é misturado à gasolina.

Mas para o professor da Universidade Federal do Rio Adriano Pires não se pode esperar uma queda no preço da gasolina no curto prazo.

Para o governo, é preciso ter cautela na hora de tomar uma decisão sobre o reajuste. “É um mercado bastante imperfeito, extremamente complicado com funcionamentos que ja se provaram bem atípicos, então tem que ter muito cuidado em fazer sinalizações pra cima ou pra baixo”, disse a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

com G1

 


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