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Alagoas
26/12/2018 13:30:00

Drogas movimentam R$ 400 mi em Alagoas e general quer legalização

Tempos estranhos: general do Exército brasileiro quer legalizar a maconha


Drogas movimentam R$ 400 mi em Alagoas e general quer legalização
Ilustração

A sociedade brasileira não percebe, ou não quer perceber, mas enquanto todos ficam destilando suas idiossincrasias nas redes sociais, um problema vai se agigantando no País com marcas próprias da destruição do tecido social em todo o território.

Trata-se exatamente do tráfico de drogas que movimenta mais de R$ 17 bilhões, anualmente, no País inteiro. As consequências são desastrosas.

A explosão da violência nos grandes centros urbanos, a partir da periferia, áreas normalmente controladas pelos traficantes, é um dos sintomas da doença que se alastra.

A questão é tão grave que esta semana um general do Exército brasileiro veio à tona para defender a legalização das drogas.

Ele defende primeiro uma campanha educativa para legalizar o comércio da maconha, que responde pela circulação de R$ 12 bilhões no mercado nacional. Os outros R$ 5 bilhões seriam da cocaína.

Imagine que tempos estranhos estamos vivendo. Um general pedindo a legalização das drogas. Alberto Mendes Cardoso é o nome dele. Foi o criador da Agência Brasileira de Informação (ABIN) durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Segundo ele, neste caso específico, “não se pode manter uma nação proibida, uma sociedade manietada. A proibição vai contra a natureza humana e, em última análise, contra a democracia”.

Os dados que disponibilizou dizem que o Brasil tem um consumo atual de 3 mil toneladas de maconha e 2 mil e 500 toneladas de cocaína. Para ele, o governo falhou em campanhas antidrogas que poderiam ter sido realizadas desde 2000, mas não foram levadas em consideração.

O resultado foi a expansão do mercado gerando consequências devastadoras para a juventude e para o próprio País que hoje detém o recorde mundial da matança por armas de fogo de jovens pobres e negros na periferia das  cidades brasileiras. São mais de 60 mil mortes e quase todas com a vinculação ao tráfico de drogas.

Maconha domina o mercado nacional

Sem plano definido para o combate dos carteis que atuam no Brasil, agora o general faz a defesa da legalização, que, a rigor, estaria na contramão do que pensa a maioria dos que comandam o sistema de segurança pública brasileiro.

Nesse contexto do mercado das drogas, Alagoas tem também a parte que lhe cabe. Os últimos dados levantados pelas autoridades policiais alagoanas indicam que por aqui os traficantes movimentam algo em torno de R$ 400 milhões por ano.

Como no resto do Brasil, a maconha é o carro chefe do mercado local com o domínio de quase 80%. Mas, a cocaína e o crack têm aumentado seus percentuais, ano após ano.

E aí, legalizar é o caminho?

éaasim

Marcelo Firmino



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