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Mundo
25/12/2018 10:00:00

Ordem para a retirada de tropas americanas da Síria é assinada


Ordem para a retirada de tropas americanas da Síria é assinada
Ilustração

A ordem para a retirada das tropas americanas da Síria já está assinada, anunciou o Exército dos Estados Unidos neste domingo (23).

O presidente americano Donald Trump anunciou na semana passada a retirada das tropas da Síria, onde foram mobilizadas para prestar auxílio na guerra contra o grupo extremista Estado Islâmico (EI), surpreendendo aliados de Washington e até mesmo políticos americanos.

"O decreto para a Síria já foi assinado", disse um porta-voz militar à agência de notícias AFP ao ser questionado sobre a ordem, sem revelar detalhes.

Segundo a rede "CNN", que cita um funcionário do Pentágono, a ordem foi assinada pelo general James Mattis, que deixará o cargo de secretário de Defesa no final do ano.

Mattis pediu demissão na última quinta-feira (20) por não concordar com a decisão do presidente Donald Trump. O atual subsecretário, Patrick Shanahan, assumirá o cargo em janeiro.

Conversa com Erdogan

O presidente Trump conversou por telefone neste domingo com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, que elogiou a decisão pela retirada das tropas americanas.

A Turquia agora terá liberdade para atacar os combatentes curdos aliados dos EUA, que desempenham um papel chave na guerra contra o EI, mas que Ancara considera terroristas. O país de Erdogan começou a reforçar suas tropas nos dois lados da fronteira com a Síria neste domingo (23), disse uma fonte à agência Reuters.

Trump e Erdogan se comprometeram a "assegurar a coordenação militar, diplomática e em outras áreas para evitar um eventual vácuo de poder (...) após a retirada e a fase de transição na Síria", informou o governo turco em um comunicado.

Pelo Twitter, Trump disse que Erdogan assegurou que eliminará qualquer combatente do EI que restar na Síria.

"O presidente da Turquia Erdogan me garantiu em termos muito firmes que vai erradicar o que resta do EI na Síria", escreveu Trump, antes de completar: "Nossas tropas voltam para casa".

Erdogan qualificou o telefonema como "produtivo" e disse que os dois líderes concordaram em "aumentar a coordenação em muitos temas, inclusive as relações comerciais e os desenvolvimentos na Síria".

Críticas

Trump justificou a retirada das tropas pelo fato de que, segundo ele, o EI foi derrotado na Síria. Porém, aliados internacionais e políticos americanos dos dois partidos rebateram essa afirmação.

Brett McGurk, o enviado especial dos Estados Unidos para a coalizão que luta contra o EI renunciou.

França, Reino Unido e Alemanha, que fazem parte da coalizão internacional que bombardeia alvos do EI no território sírio, anunciaram que consideram que o grupo jihadista não está vencido.

A decisão de Trump também foi criticada no Conselho de Segurança da ONU pelos aliados europeus.

Já Vladimir Putin, presidente da Rússia, que é aliada do regime da Síria, disse que concordava com Trump sobre a derrota do EI.

No Congresso americano, senadores do Partido Republicano, o partido de Trump, estão tentando convencer o presidente a voltar atrás. Eles argumentam que a retirada das tropas pode ter resultados imprevisíveis no combate ao terrorismo no mundo, e que, se os adversários americanos no cenário internacional apoiaram a decisão, é sinal de que algo está errado.

G1



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