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Estados
18/12/2018 11:00:00

Witzel recua e anuncia secretaria temporária de Segurança Pública


Witzel recua e anuncia secretaria temporária de Segurança Pública
Witzel governador do Rio de Janeiro

Depois da chuva de críticas que recebeu sobre a extinção da Secretaria de Segurança Pública, o governador eleito Wilson Witzel recuou, ao menos por enquanto, de sua decisão. Em nota divulgada nesta segunda-feira, o governador eleito anunciou a criação de uma "pasta temporária", que ficará responsável pela transição da pasta junto ao gabinete de Intervenção Federal. A secretaria, portanto, existirá até junho.

Um dos argumentos usados por Witzel para extinguir a pasta era seu uso como trampolim político dos secretários. No entanto, o governador escolheu um candidato a deputado federal, que disputou as eleições pelo PSC e ficou como segundo suplente, para comandá-la. O engenheiro civil Roberto Mota, que desde 2007 atua na área de segurança pública como consultor, será nomeado secretário. Se após a transição a Secretaria for extinta, o chefe de Polícia Civil e o comandante-geral da Polícia Militar terão status de secretário e deverão se reportar diretamente ao governador.

Em nota, o ex-juiz informou que "o objetivo é tornar a transição ainda mais integrada e transparente. A estrutura temporária vai durar até junho, quando a intervenção, por meio de um gabinete instalado no Comando Militar do Leste, concluirá a consolidação das aquisições com recursos federais que estão sendo empenhados até 31 de dezembro de 2018".

Interventor também fez críticas

Em entrevista ao GLOBO no último domingo, o interventor federal, general Walter Braga Netto, criticou o fim da secretaria de segurança e afirmou que o governador eleito terá que definir um interlocutor para a transição da intervenção: “As Forças Armadas não tratam de transição com comandante de polícia’’.

O atual chefe da pasta, general Richard Nunes, também lançou críticas à proposta. Na semana passada, durante o fórum de debates do Observatório Militar da Praia Vermelha, ele estar preocupado com a extinção da secretaria, algo que deve causar um grande impacto na integração entre as polícias Civil e Militar.

Extra Rio de Janeiro



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