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Saúde
08/11/2018 15:00:00

Campanha alerta para uso consciente de antibióticos


Campanha alerta para uso consciente de antibióticos
Ilustração

Com brasil.efesalud.com/

Em muitos países, antibióticos potentes usados para tratar infecções causadas pela bactéria Klebsiella pneumoniae, naturalmente encontrada na flora intestinal humana, já não funcionam na maioria dos pacientes. Esse dado, divulgado no primeiro relatório global sobre a resistência bacteriana emitido pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2014, serviu como ponto de partida para a criação de um sistema de vigilância global e de um plano de ação para enfrentar o problema.

Um dos resultados desse trabalho foi a criação da Semana Mundial de Conscientização do Uso Racional de Antibióticos, iniciativa implementada em 2015 e que, neste ano, será realizada de 12 a 18 de novembro.

Para somar esforços a essa causa, em 2018 a Pfizer lança a nova edição da campanha “Pequenas Ações Salvarão Milhões de Vidas”, uma iniciativa global da companhia com foco no combate à resistência bacteriana. No Brasil, a ação ganhou uma estética própria e está voltada às práticas domésticas que podem auxiliar no consumo adequado de antibióticos. Por meio de uma coleção de cards digitais ilustrados, com mensagens claras e diretas, a ideia é esclarecer as dúvidas relacionadas a essas medicações. As sete peças serão divulgadas diariamente nas redes sociais, ao longo da semana temática.

Bactérias normalmente sofrem mutações até se tornarem imunes a antibióticos. Mas, de acordo com a OMS, o uso inadequado ou excessivo dessas medicações, bem como seu emprego na criação de animais, faz com que esse processo ocorra de forma mais acelerada. “Diante desse cenário crítico, estamos convencidos da necessidade de um trabalho educativo que realmente chegue até as pessoas e converse com elas, por meio de uma linguagem leve e clara. Assim, apostamos no alcance das redes sociais para levar essa mensagem adiante”, diz o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia. É possível acompanhar as ações em www.facebook.com/PfizerBrasil e https://twitter.com/pfizerbr.

Ainda não existem dados oficiais sobre o número de mortes relacionadas à resistência bacteriana no Brasil. Mas informações regionais indicam a dimensão do problema. Nos últimos cinco anos, a taxa de resistência da bactéria Klebsiella pneumoniae aos antibióticos carbapenêmicos, considerados medicações potentes, quase quadruplicou no Estado de São Paulo, passando de 14% para 53%, segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica. Neste ano, os dados do sistema de vigilância global da OMS apontaram que a Klebsiella pneumoniae está entre as bactérias mais propensas à resistência no mundo, ao lado de Escherichia coli, Staphylococcus aureus e Streptococcus pneumoniae.

Em 2010, a Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) já havia provocado surtos importantes e mortes no Brasil. Foi também naquele ano que o País alterou as regras para a venda de antibióticos, que passaram a ser realizadas mediante a retenção da receita médica. “Educar a população para o consumo consciente de antibióticos inclui esclarecer dúvidas sobre sua posologia, como o respeito ao tempo de prescrição e ao horário das doses, além dos problemas relacionados à interação com outros medicamentos e a importância do descarte seguro para essas medicações. Todas essas questões são abordadas pela campanha digital”, complementa Correia.

Outras medidas simples, como higienizar as mãos com frequência e manter a carteira de vacinação em dia, como forma de evitar o uso de antibióticos para tratar infecções que poderiam ser prevenidas, também são ferramentas importantes no enfrentamento da resistência bacteriana. Em outra perspectiva, apoiar os profissionais de saúde para a escolha adequada do tratamento constitui outro pilar essencial. Por isso, no ano passado, a Pfizer lançou a plataforma ATLAS, uma base de dados desenhada para proporcionar fácil acesso a informações críticas sobre a eficácia de tratamentos com antibióticos e novos padrões de resistência microbiana em mais de 60 países.

A plataforma ATLAS também está disponível via aplicativos móveis e os dados são atualizados a cada seis meses. “Compreender a evolução dos padrões de resistência bacteriana é um elemento-chave na luta contra esse problema. Por isso, o ATLAS não só ajuda os médicos a escolher as opções de tratamento mais apropriadas aos seus pacientes, como também permite que autoridades sanitárias mundiais desenvolvam estratégias para controle da resistência baseada em dados”, ressalta Correia.



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