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Justiça
10/08/2018 07:38:00

Tribunal de Justiça e Cesmac assinam convênio para atender jovens de abrigos


Tribunal de Justiça e Cesmac assinam convênio para atender jovens de abrigos
Praxedes assina Convênio de cooperação com o Cesmac

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) e o Centro Universitário Cesmac assinaram, nesta quinta-feira (9), um termo de cooperação técnica que beneficiar crianças e adolescentes atualmente em abrigos de Maceió. Os jovens serão encaminhados para atendimento em clínicas de saúde da unidade de ensino e os que tiverem a partir de 16 anos também poderão atuar como aprendizes na instituição.

O convênio terá vigência de cinco anos e prevê ainda que o TJ/AL disponibilize vagas de estágio supervisionado para os estudantes regularmente matriculados no Cesmac. Presidente do tribunal, o desembargador Otávio Praxedes comemorou a assinatura do contrato. 

"Estou muito feliz porque esse instrumento vai viabilizar o aproveitamento de jovens que são vítimas dentro do processo, junto à 28ª Vara, e eles terão oportunidade de iniciar um trabalho, ter contato com uma instituição de ensino e receber o apoio necessário, seja psicológico, médico", disse.

Segundo ele, a medida terá um grande alcance social, beneficiando pessoas necessitadas e estudantes de Direito. "Esses jovens serão aproveitados realizando trabalhos junto ao TJ. Vamos criar meios de aproveitá-los, de dar uma oportunidade para que eles se sintam importantes, trabalhando, viabilizando seu dia a dia junto a essas instituições e o Poder Judiciário".

Reitor do Cesmac, João Rodrigues Sampaio Filho, também lembrou a importância do momento. "É mais um avanço na área social não só do TJ, mas do Cesmac. Será uma troca de conhecimento, com nossos estudantes tendo essa oportunidade de fazer estágio na 28ª Vara.Estamos felizes, hoje é um dia de festa para todos nós", apontou.

Instrumento foi comemorado por instituições envolvidas

FOTO: LARISSA BASTOS

Além dele e do presidente do Tribunal de Justiça, o convênio foi assinado ainda pelo vice-reitor da entidade de ensino, Douglas Apratto Tenório, e pela juíza Fátima Pirauá, titular da 28ª Vara Cível de Maceió (Infância e Juventude). De acordo com ela, os abrigos da capital alagoana têm, hoje, aproximadamente 80 crianças e jovens, a maioria já adolescente, o que dificulta a adoção. 

"É muito importante inserir essas crianças e adolescentes no meio social. Eles poderão receber atendimento médico e odontológico, e os mais velhos terão a chance de se capacitar para o mercado de trabalho", explicou a magistrada. "Em relação aos mais velhos, é importante que eles se capacitem para que tenham autonomia quando saírem dos abrigos".



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