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Alagoas
23/07/2018 07:36:00

Norte e Nordeste são as regiões que mais compram votos, aponta levantamento


Norte e Nordeste são as regiões que mais compram votos, aponta levantamento
Ilustração

do jornal a noticia

Um levantamento feito a partir de relatórios da Polícia Federal, mostrou proporcionalmente que as regiões do Norte e Nordeste lideram as investigações por crimes eleitorais. Nas últimas seis eleições (2006-2016), Roraima, Acre, Rio Grande do Norte, Paraíba, Tocantins e Amapá tiveram a maior relação de inquéritos policiais por eleitor no Brasil, a maioria por compra de votos.

Na década, houve crescimento de 8,9% no número de inquéritos: de 1.022 para 1.113. No Ceará e em Roraima, os casos crescem ano a ano. No entanto, houve queda na quantidade de crimes eleitorais referentes aos pleitos municipais. Ainda assim, foram abertos 2.073 inquéritos em 2016 – ante 3.528 em 2008 (diminuição de 41,2%).

Esse tipo de problema é impulsionado pela dependência que essas regiões têm em relação a empregos relacionados à máquina pública, segundo Procuradores Eleitorais. Isso porque, houve uma “institucionalização” do voto de cabresto em algumas regiões, já que Prefeitos ameaçam terceirizados ou dizem aos eleitores que as escolas vão fechar, ou que o vale gás não será mais concedido e aquele contrato terceirizado cancelado.

Em razão do número de casos registrados, Norte e Nordeste são as regiões que mais receberam, na década, reforço da Polícia Federal no período eleitoral, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições, segundo relatórios da PF. Dos oito Estados que pediram auxílio para a realização do último pleito nacional em 2014, sete eram dessas regiões, além do Distrito Federal.

Para o professor de direito da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) Tácito Yuri , a crise econômica e a forte dependência dos cargos públicos contribuem para que esse tipo de crime seja comum  nessas regiões.

Por conta disso, os estados dessas regiões criaram mecanismos para evitar crimes eleitorais como a compra de voto, além de elaborarem campanhas de conscientização na população, mostrando as penalidades previstas em lei.

Alagoas, por exemplo, aprovou na última semana recomendações aos proprietários de postos de combustível: só pode ser emitido vale-combustível para pessoas físicas ou jurídicas mediante a formalização de um contrato prévio, que deve ser comunicado à Procuradoria Regional Eleitoral 20 dias antes.

O documento também pede o controle, da quantidade de veículos abastecidos, e também veta a realização de doação de combustível a táxis, mototáxis e carros de placa vermelha.



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