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02/06/2007 00:00:00

Política


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A edição da revista “Época” que circula neste fim de semana teve acesso a documentos da defesa do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que, há uma semana, tenta provar que é dele o dinheiro usado para pagar pensão alimentícia à jornalista Mônica Velloso, com quem tem uma filha de três anos.

A revista “Veja”, na última sexta-feira (25), denunciou que o dinheiro seria proveniente de lobistas.

“Época” revela extratos bancários, declarações de Imposto de Renda e levantamentos sobre a evolução patrimonial entregues ao corregedor do Senado, Romeu Tuma (DEM-SP), que apura as suspeitas.

Tuma quer periciar todos os documentos da defesa e analisar os extratos bancários. Segundo ele, a maior dificuldade é relacionar os saques com os pagamentos da pensão, porque as datas não coincidem.

A apuração de Tuma é preliminar, mas servirá de base para que ele recomende ou não a abertura de possível processo no Conselho de Ética.

Com esses documentos, a defesa de Calheiros quer provar que o presidente do Senado tinha recursos suficientes para pagar pensão alimentícia à filha que teve com a jornalista.

Segundo os advogados, entre 2004 e 2005, o pagamento da pensão de R$ 8 mil era feito em dinheiro, no 5º dia de cada mês.

A reportagem diz que, segundo os documentos, em apenas seis dos 21 meses, o dinheiro foi sacado antes do dia do pagamento da pensão.

A revista “Época” ressalva, porém, que, nos meses em que não houve saque antes do 5º dia do mês, o senador pode ter dado dinheiro à jornalista em saques posteriores a essa data, mas Mônica Velloso afirma que sempre recebia o dinheiro em uma só parcela.

Segundo a "Época", o senador afirma que em 2006 teve ganhos de R$ 1,9 milhão com atividades agropecuárias e que de duas a três vezes por mês há depósitos nos valores de R$ 10 mil, R$ 20 mil e R$ 50 mil.

A revista diz ainda que esses saques podem ser relativos à venda de pequenos lotes de gado, mas adverte que não há, pelo menos até agora, prova de que dinheiro venha mesmo dessa atividade e aponta essa dificuldade como a principal dúvida que recai sobre Renan Calheiros.

O senador passou a sexta-feira (1º) no gabinete da Presidência do Senado. No início da noite, ao deixar o Congresso, disse que não se sente ameaçado.

“Vocês acompanharam em todos os momentos desse episódio, que eu fiz questão de preservar os personagens. Eu enfatizei e enfatizo novamente é que durante a gravidez [de Mônica Velloso] eu protegi a gestante, cuidei da minha filha e quero que ela tenha o mesmo tratamento que eu dediquei aos meus outros filhos”, disse Renan Calheiros.

Fonte: G1



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