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27/05/2007 00:00:00

Falta verba para recuperar crianças


Falta verba para recuperar crianças


Crianças abandonadas pelas famílias, adolescentes exploradas em casas de prostituição, meninos usando drogas nas ruas, todos menores de idade em situação de risco. Os casos são recorrentes em Arapiraca, problema social que tem nas instituições de amparo à criança e ao adolescente a possibilidade de oferecer alternativas de inclusão.
Quatro entidades acolhem menores no segundo município mais importante de Alagoas, três exclusivas para meninos e uma só para meninas. Em comum, a dependência de doações, o trabalho voluntariado e a vontade de proporcionar um futuro melhor para os que vivem entregues à própria sorte.

Famílias participam do processo de reintegração
Arapiraca – A participação dos parentes ou pessoas responsáveis no processo de recuperação dos meninos atendidos na Fundação Antônio Jorge da Silva é uma experiência recente que já mostra resultados animadores. O contato com a família é retomado após três meses de permanência na instituição, sendo feito durante os fins de semana e também às quartas-feiras, durante o horário de visitas. “Dependendo do comportamento da criança dentro da fundação e no ambiente familiar, ele pode voltar para casa a cada 15 dias. Se houver algum problema, ele perde o direito, até demonstrar bom comportamento”, explicou a assistente social Rosângela da Silva.

Movimentos católicos criam entidades
Arapiraca – Meninos orfãos ou abandonados pela família. Estes são os pequenos atendidos no Lar São Domingos de Sávio e no Abrigo Mãe Rainha, duas instituições dirigidas por movimentos da Igreja Católica.
Fundamentadas na prática da caridade e do bem querer ao próximo, as entidades contam basicamente com a boa vontade dos fiéis e o trabalho de voluntários. A rotina das duas é praticamente a mesma, começando às 6h com o banho dos internos, seguido do café da manhã.

Casa da Menina amplia atendimento
Arapiraca – Única instituição exclusiva para atender crianças e adolescentes do sexo feminino, a Casa da Menina se diferencia das demais existentes em Arapiraca por sua infra-estrutura, bem melhor do que as outras.
Além da sede onde as garotas são mantidas, o local tem capela, creche, unidade de recuperação para bêbes desnutridos, rádio comunitária e criatório de peixes. Uma fábrica de bolos já está com sua estrutura pronta e deve ser inaugurada em breve.
De acordo com a coordenadora Sandra Ferreira Lima, a Casa está com 52 adolescentes, a maioria recebida em função da extrema pobreza de suas famílias.

Fonte - Jornal Gazeta de Alagoas



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