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20/05/2007 00:00:00

Abandonados por famílias, pacientes vão para abrig


Abandonados por famílias, pacientes vão para abrig

Quando alguém chega no portão da frente do Abrigo Santo Antônio de Pádua, lá nos confins do Conjunto Village Campestre, no Tabuleiro, José Basílio dos Santos, 72 anos, pensa logo que é um dos filhos, de quem morre de saudades, que está vindo lhe buscar.
“Faz muito tempo que não os vejo. Eles são tudo pra mim”, diz Basílio, cheio de tristeza. Depois de ser abandonado durante meses na Unidade de Emergência pela família, para onde foi levado após ter sido vítima de um atropelamento, ele convalesce no “abrigo do frei José”.

Pacientes sem família lotam emergência
Genaro Patrício dos Santos, 32 anos, é outro que depende literalmente da caridade e da ajuda providencial do “abrigo do frei José”. Ele se envolveu em uma confusão, levou dois tiros, foi atingido na coluna e ficou paraplégico. Depois de passar três anos na Coemal, ele foi levado para o abrigo, onde busca se recuperar. “Sinto saudade do meu filho. Quando levei os tiros, ele tinha 5 anos e morávamos os dois na minha casa”, conta. “Tenho fé em Deus que vou me recuperar e voltar para minha casa”, sonha Genaro.

Rejeição é maior em hospital psiquiátrico
No tratamento de pacientes psiquiátricos, o abandono da família representa fator decisivo que implica diretamente na recuperação do enfermo. No Hospital Escola Portugal Ramalho, profissionais médicos convivem o tempo todo com essa realidade. Atualmente, são mais de 20 pacientes de transtornos mentais esquecidos e abandonados por familiares. Alguns deles estão há mais de 20 anos vivendo no hospital e sem perspectivas de retornar ao seio familiar. O Ministério da Saúde estabelece, no caso da psiquiatria, um tempo médio de permanência de no máximo 25 dias.

Fonte - Jornal Gazeta de Alagoas

 



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