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18/10/2007 00:00:00

Política


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De acordo com a agenda firmada entre o Governo do Estado e os servidores grevistas – por meio das negociações com o presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas, Antônio Albuquerque (Democratas) – acontece hoje à tarde, às 15 horas.

Os servidores da Saúde se encontram com o governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB), para negociarem frente a frente pela primeira vez, desde o início do movimento grevista. O Movimento Unificado da Saúde cobra o mesmo tratamento e aumento dado aos médicos de Alagoas, quando estes fizeram greve.

Além do reajuste salarial, os servidores do nível médio da Saúde cobram ainda a revisão do Plano de Cargos e Carreira da Categoria (PCC) e melhores condições de trabalho. A reunião deve acontecer no Palácio República dos Palmares.

A agenda para atender os servidores foi montada após o dia mais tenso da greve do funcionalismo público da rede estadual. O Batalhão de Operações da Polícia Militar de Alagoas (Bope) entrou em cena – na madrugada de ontem – para desocupar o prédio da Secretaria Estadual da Fazenda (sefaz), onde diversos movimentos grevistas ocupavam o prédio.

Vilela ressaltou – por meio do secretário de Gestão Pública, Adriano Soares, e por meio de Antônio Albuquerque – que não foi ordenada a invasão do Bope e que houve uma falha de comunicação entre o Gabinete Civil e a Secretaria de Defesa Social.

Conforme Antônio Albuquerque, o governador do Estado pediu desculpas ao presidente do Legislativo pelo acontecido, já que Albuquerque havia encabeçado as negociações junto aos servidores estaduais.

Os demais movimentos grevistas também vão se reunir com o governador. Na sexta-feira, dia 19 de outubro, o governador se reuniria com os trabalhadores da Educação. Na próxima segunda-feira, dia 22, é a vez dos agentes penitenciários sentarem com Teotônio Vilela Filho.

“Acredito que a Assembléia Legislativa de Alagoas deu a sua contribuição”, ressaltou. O presidente do Legislativo reforçou ainda que os deputados acompanharão as reuniões. “De forma democrática, estarão presentes o líder do governo (Alberto Sextafeira) e o líder da oposição (Judson Cabral)”.

Albuquerque acredita que com estas reuniões se chegue a um equacionamento definitivo do problema. “A radicalização dos servidores prejudica as negociações, assim como o governo não pode perder a sensibilidade e a tolerância. Precisamos evitar o conflito. O dia começou tenso, mas termina com a esperança de que tudo se resolve na próxima segunda-feira”, finalizou Antônio Albuquerque.

Conforme o sindicalista Cícero Lourenço, os movimentos estão dispostos a negociar. “Estamos aberto ao diálogo, como sempre estivemos. O governo é que se mostra intransigente e fica até difícil esperar alguma coisa. Mas, nós vamos para a reunião e hoje, que é com a Saúde, esperando que seja proposto o mesmo aumento que foi concedido aos médicos. Não dá para aceitar nada que não seja isto”, destacou.

Lourenço reafirmou a necessidade de Teotonio Vilela Filho sentar com os trabalhadores. “A negociação tem que ser direta. Há coisas que é difícil de entender, como, por exemplo, dar aumento para uma Polícia, como ocorreu com a PM, e não contemplar a outra, que é o caso da Civil”, destacou.



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