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17/10/2007 00:00:00

Alagoas


Alagoas

Uma ação do Batalhão de Operações de Policiais Especiais (Bope), ocorrida as 6h30 da manhã de hoje, aumentou o clima de tensão entre servidores em greve e o Governo do Estado.

Depois dos disparos de tiros de balas de borracha e pelo menos uma bomba de gás os policiais do Bope dispersaram os manifestantes que se encontravam na Praça dos Martírios e recolheram todo o material utilizado por eles nas atividades de ontem.

Todas as ruas que circulam o Palácio República dos Palmares estão bloqueadas pela polícia, causando transtorno também aos trabalhadores que se deslocavam para seus empregos.

Os manifestantes continuam resistindo a ação da polícia e estão se reagrupando para uma assembléia que acontecerá as 10 hortas da manhã, onde o resultado é imprevisível.

Hipertensão

A servidora Ângela Maria da Silva, da Educação, e que participa do movimento, classificou a ação policial como um ato de covardia. “Ficamos negociando até as duas horas da manhã e havíamos marcado um novo encontro das categorias com os representantes do governo para às 8 da manhã. Já havíamos deixado o interior da secretaria e estávamos concentrados em frente ao órgão, quando inesperadamente o pessoal do Bope chegou atirando e provocando pânico entre os servidores em greve por melhores salários e condições de trabalho. "Sofro de hipertensão e minha saúde foi alterada e tive que aumentar a dosagem de medicamento. Foi esse o governo que nós escolhemos”, desabafou a servidores.

Sem negociação

Diante da invasão do Bope, a representante da Central Única de Trabalhadores, Lenilda Luna, disse que as negociações estavam suspensas. “Não vamos nos intimidar. Fomos traídos pelo governador que prometeu conversar com as categorias às oito da manhã e as seis mandou o Bope praticar violência contra os trabalhadores”, disse Lenilda

 Cadáveres 

Já o líder sindical da Saúde, Benedito Alexandre, disse que: “Vamos levar cadáveres do IML para a porta do governador de todas as pessoas que morrerem lá na Unidade de Emergência, por falta de condições de trabalho. Se eles querem sangue vão ter, não o nosso”, desabafou Benedito Alexandre

Governo não sabe quem autorizou?

Tanto o secretário de Gestão Pública, Adriano Soares, como o presidente da Comissão de Negociação formada pelo governo, Júlio Bandeira, negaram qualquer ato do governador autorizando a ação da polícia contra os manifestantes, o que aumentou a confusão em relação ao acontecido.


com alemtemporeal // Cícero Santana e Gilka Cinara



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