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16/10/2007 00:00:00

Saúde


Saúde

O clima ficou tenso na central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) no último sábado quando os profissionais resolveram reduzir o funcionamento da frota do órgão em protesto contra o corte no adicional noturno e de insalubridade dos servidores. O resultado da ação dos manifestantes foi a relocação de unidades de atendimento para o Comando do Corpo de Bombeiros.

Na manhã de hoje, servidores ligados ao Movimento Unificado da Saúde voltaram a protestar, na porta da Secretaria Executiva de Saúde e a coordenação do Movimento denunciou a retaliação por parte da direção do Samu, ocorrida durante o fim de semana.

De acordo com os grevistas, das 16 unidades de atendimento, nove estavam em funcionamento no órgão. Posteriormente, duas foram sublocadas para o Corpo de Bombeiros e para o atendimento no município de Rio Largo, restando sete unidades para realizar o atendimento em Maceió.

Com a greve, foram mantidos 30% dos serviços, o equivalente a três unidades básicas e uma avançada. “No sábado, quando os servidores realizavam ato na sede do órgão, ficamos sabendo que o diretor do Samu estava relocando duas unidades para o Corpo de Bombeiros, como forma de retaliar o movimento. Estávamos dispostos a impedir a saída das unidades, mas não foi possível”, disse Wellington Monteiro, um dos coordenadores do movimento unificado.

Segundo Monteiro, os manifestantes ainda tentaram argumentar com o diretor do Samu, mas não houve acordo. Duas unidades foram relocadas para o Corpo de Bombeiros para serem usadas nos atendimentos à população. “Além de estarmos denunciando a retaliação ao movimento, queremos deixar claro que apesar da preparação dos bombeiros, eles estão preparados para realizar salvamento e resgate, mas não atendimento invasivo (pré-hospitalar), que somente os profissionais do Samu estão aptos a realizar”, explicou.

Uma reunião entre o governador, alguns secretários e a Comissão de Negociação Salarial está ocorrendo na tarde de hoje para discutir possíveis saídas para as greves da Saúde, Educação e Polícia Civil. “A expectativa é sempre grande, mas independente de qualquer decisão, estão mantidas as manifestações de amanhã, que começam às 7h, em frente à Sesau”, completou Monteiro.

O diretor do Samu, João Medeiros, informou por meio de sua assessoria que o sistema está funcionando, mas não 100%, e que aguarda as negociações do governo nesta tarde para reorganizar o atendimento no órgão.

com alagoas24horas // Danielle Silva



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