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23/09/2007 00:00:00

Política


Política
As declarações dadas à Folha de São Paulo pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Omar Coelho, de que houve um choque de gestão em Alagoas no governo Teotonio Vilela Filho causaram um certo mal estar ao Executivo estadual. Omar disse que encontrou o governador Téo Vilela esta semana em uma solenidade no Tribunal de Justiça e ele disse que fará uma visita à Ordem para mostrar dados que comprovam os avanços em Alagoas.
 
“No começo deste ano houve um grande choque entre governo e os servidores públicos estaduais com a suspensão dos salários, através do decreto 3.555, iniciativa que fortaleceu e fez renascer o movimento unificado. Somos contrários a essa forma de proceder. Temos esperança que Alagoas volte a trilhar o desenvolvimento. É preciso cobrar mais eficiência de alguns setores. Se não é competente que mude. Já não dispomos de recursos suficientes porque insistir em pessoas que não contribuem com avanços”, indagou.
 
Em relação às greves ocorridas somente este ano, Omar Coelho disse que o governo está negociando mal com os servidores. Ele cita como exemplo as inúmeras reuniões ocorridas entre membros do Executivo e da categoria médica. “Foram cerca de 90 dias negociando, deixando um setor fundamental para o Estado parado. Se poderia dar mais de 5% de aumento porque não chegaram a essa conclusão logo. Se era a comissão do governo que estava impedindo um acordo que mudasse a equipe de negociação”, argumentou.
 
Manifestações
 
As atitudes tomadas pelo Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) nos dias 6 e 7 deste mês, quando atiraram pedra contra o prédio do Palácio do Governo, chegando a ferir um militar que fazia a segurança do local, e na invasão ao desfile da Independência causando o cancelamento das festividades foram consideradas por Omar Coelho como atos de baderna. Ele disse que a Ordem considera justas as reivindicações por melhores salários e condições de trabalho, mas que não traga violência e prejuízo ao poder público e nem a população.
 
“Os policiais civis estiveram aqui na OAB e os recebi. Na oportunidade me dispus a participar das negociações entre a categoria e o governo do Estado. Acho que o que ocorreu nos dias 6 e 7 não pode acontecer mais, porque os grevistas perderam o controle. A greve e a luta por melhores salários e condições de trabalho é justa, desde que mantenham a ordem e garantam os 30% dos serviços prestados à população. O quebra-quebra só traz prejuízos e a sociedade não aceita”, ressaltou Omar Coelho.

com alaemtemporeal // Viviane Chaves


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