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17/01/2026 12:00:00

Aumento na Incidência de Pedras nos Rins no Verão: Causas e Prevenções

Temperaturas elevadas elevam em até 30% os casos de cálculos renais, exigindo atenção aos sinais e hábitos preventivos

Aumento na Incidência de Pedras nos Rins no Verão: Causas e Prevenções

Durante os meses mais quentes, a ocorrência de cálculos renais, popularmente chamados de pedras nos rins, cresce significativamente, chegando a um aumento de até 30% nas unidades de emergência.

Esse aumento está relacionado principalmente à desidratação, aliada a hábitos alimentares pouco equilibrados, agravando a situação em comparação com outros períodos do ano. Dados do Centro de Referência em Saúde do Homem, de São Paulo, revelam que cerca de 15% da população mundial enfrenta esse problema, com aproximadamente 1,5 milhão de brasileiros convivendo com alguma disfunção renal.

No verão, esse quadro se intensifica, refletindo nos registros de atendimentos de emergência. O vínculo entre calor extremo e crises nos rins não é acaso. De acordo com o nefrologista Alexandre Bignelli, que lidera o Serviço de Transplantes Renais no Hospital Universitário Cajuru, o aumento de casos relaciona-se a fatores como a perda de líquidos por suor excessivo, consumo insuficiente de água, além do aumento na ingestão de refrigerantes, bebidas açucaradas e alimentos com alto teor de sal e açúcar, hábitos típicos dessa estação.

Esses padrões alimentares estimulam a formação de cristais de sais nos rins, pois eles precisam trabalhar mais para concentrar a urina, um movimento que favorece a cristalização de sais e o desenvolvimento de cálculos. Um dos maiores desafios na identificação do cálculo renal é sua progressão silenciosa.

Muitas vezes, os cálculos se formam sem causar sintomas até atingirem tamanhos que os levam a se deslocar pelas vias urinárias, podendo gerar bloqueios momentâneos ou exigir procedimentos invasivos, como cirurgias ou drenagem com cateter. O principal sinal de alerta é a cólica renal, caracterizada por dores intensas na região lombar, no abdômen inferior ou na área genital. Em casos mais graves, pode ser necessária intervenção hospitalar com uso de medicamentos endovenosos.

Ao experimentar dores agudas nessas regiões, a recomendação é procurar imediatamente uma emergência e, após o diagnóstico, realizar acompanhamento com um nefrologista. Embora qualquer pessoa possa desenvolver cálculos renais, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade no verão.

Entre eles, estão indivíduos com histórico familiar, pessoas obesas, diabéticas, portadoras de níveis elevados de ácido úrico, trabalhadores expostos ao calor intenso, praticantes de atividades ao ar livre e idosos.

Este último grupo apresenta maior risco devido à diminuição da sensação de sede, levando a uma ingestão insuficiente de líquidos. A prevenção é fundamental e envolve mudanças simples na rotina diária. Manter uma ingestão de aproximadamente dois litros de líquidos por dia é a principal orientação.

Além de beber água regularmente, recomenda-se o consumo de sucos ricos em citrato, como limão, melão e laranja, que ajudam na proteção dos rins. Além disso, é aconselhável reduzir o consumo de sal, proteínas de origem animal, chocolates, chá preto e alimentos muito ricos em açúcar, contribuindo para diminuir as chances de formação de cálculos.