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Acidente
26/01/2026 19:00:00

Aumento de Casos de Gastroenterite nas UPAs de Maceió Durante Janeiro de 2026

Unidades de emergência registram mais de mil atendimentos relacionados à inflamação intestinal, com maior incidência entre crianças e idosos devido às altas temperaturas

Aumento de Casos de Gastroenterite nas UPAs de Maceió Durante Janeiro de 2026

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) localizadas nos bairros Benedito Bentes, Trapiche da Barra e Santa Lúcia relataram uma elevação significativa no número de casos de gastroenterite infecciosa nos últimos dias.

Geridas pelo Instituto Saúde e Cidadania (ISAC), essas unidades contabilizaram mais de mil pacientes com sintomas relativos à doença apenas neste mês. A inflamação que acomete o estômago e o intestino manifesta-se frequentemente através de diarreia, náuseas, vômitos, dores abdominais, febre, mal-estar e, em casos mais graves, desidratação.

O aumento na demanda por atendimento tem mobilizado intensamente as equipes de urgência e emergência da cidade. A causa principal da enfermidade é a proliferação de vírus, como rotavírus e norovírus, embora agentes bacterianos — entre eles Salmonella, Shigella e Escherichia coli — e parasitas também possam ser responsáveis.

A transmissão ocorre principalmente pelo consumo de alimentos ou água contaminados e pela higiene inadequada das mãos. Especialistas alertam que as temperaturas elevadas favorecem a multiplicação de microrganismos, especialmente quando alimentos e água não são devidamente armazenados ou manuseados.

Assim, a ingestão de alimentos mal conservados constitui uma das maiores ameaças durante os períodos mais quentes do ano. Dados coletados entre 1º e 20 de janeiro de 2026 indicam que a UPA Benedito Bentes atendeu 547 pacientes com sintomas de gastroenterite, enquanto a UPA Trapiche da Barra recebeu 379 casos e a UPA Santa Lúcia registrou 136 atendimentos.

Ao todo, o total de registros nessas unidades atingiu 1.062. Dr. Leandro Teitelroit, médico infectologista responsável pela UPA Benedito Bentes, salientou que a maioria dos atendimentos envolve crianças de baixa idade.

“Cerca de 70% dos casos ocorrem em menores de cinco anos. Os idosos também precisam de atenção especial, devido ao maior risco de desidratação e possíveis complicações. Entre adultos, os quadros tendem a ser mais leves”, comentou. Quanto ao tratamento, o especialista explica que a abordagem principal é de suporte, com ênfase na hidratação.

“A reposição de líquidos e eletrólitos é essencial, preferencialmente por via oral. Nos casos mais graves, com desidratação moderada ou severa, a administração intravenosa pode ser necessária”, afirmou.

Medicamentos para controlar febre, dor e náuseas também podem ser utilizados, embora o uso de antibióticos seja indicado apenas em situações específicas, após avaliação clínica adequada.