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Saúde
21/01/2026 12:00:00

Avanços na imunização: vacina inovadora contra melanoma (cancer de pele) e reduz risco de mortalidade e recidiva em quase metade dos casos

Estudos recentes indicam que imunizante de mRNA, aliado ao medicamento Keytruda, oferece benefícios duradouros no combate ao câncer de pele avançado

Avanços na imunização: vacina inovadora contra melanoma (cancer de pele) e reduz risco de mortalidade e recidiva em quase metade dos casos

Uma nova vacina de mRNA voltada ao tratamento do câncer de pele, identificada como câncer de pele, tem apresentado resultados encorajadores, conforme dados recentes compartilhados pelas farmacêuticas Moderna e MSD nesta terça-feira (20).

Após um monitoramento de cinco anos, verificou-se que a combinação do imunizante, denominado autogene intismeran, com o terapêutico Keytruda, causa uma redução considerável na reincidência da doença em pacientes diagnosticados com melanoma de alto risco.

Participaram da fase atual do ensaio clínico 157 voluntários portadores de melanoma nos estágios III e IV, que foram submetidos à cirurgia para remoção do tumor, porém apresentavam elevado risco de reaparecimento da enfermidade.

De acordo com as análises divulgadas, o tratamento conseguiu diminuir em 49% as chances de recidiva ou óbito, quando comparado ao uso exclusivo do Keytruda, um medicamento já conhecido na imunoterapia contra determinados tipos de câncer.

O benefício foi mantido ao longo do período de cinco anos, demonstrando uma resposta imunológica duradoura. Essa etapa é a segunda de um total de três fases nos testes clínicos, cujo último estágio teve início em 2023 e está previsto para encerrar em 2030.

Marjorie Green, vice-presidente sênior e diretora de oncologia do desenvolvimento global na MSD, comentou: “Para muitos pacientes com melanoma nos estágios III e IV, o risco de recidiva após a cirurgia é expressivo. Portanto, mostrar o potencial de longo prazo do autogene intismeran e do Keytruda para diminuir esse risco representa um avanço importante.”

Ela acrescentou ainda: “Os dados de acompanhamento de cinco anos são promissores, e estamos ansiosos pelos resultados finais do programa de pesquisa clínica INTerpath, realizado em parceria com a Moderna, abrangendo diversos tipos de tumores que ainda possuem necessidades não atendidas.”

Quanto ao método de produção, a vacina é elaborada de forma personalizada, a partir do sequenciamento genômico do tumor de cada paciente. Assim, o imunizante é projetado para instruir o sistema imunológico a identificar e atacar células cancerígenas específicas, ativando as defesas naturais do corpo.

Nos estudos, os participantes foram divididos em dois grupos: a maioria recebeu a vacina personalizada associada ao Keytruda, enquanto um grupo controle foi tratado apenas com o imunoterápico. Os testes indicaram que a combinação apresentou um perfil de segurança compatível, sem a ocorrência de efeitos colaterais novos e relevantes.

Especialistas também ressaltaram que essa pesquisa marca um avanço significativo na utilização de vacinas terapêuticas contra o câncer, ao demonstrar benefícios sustentados em tumores sólidos.

O melanoma, considerado o tipo mais agressivo de câncer de pele, possui alta propensão a formar metástases, ou seja, se espalhar para outros órgãos do corpo. No Brasil, essa neoplasia corresponde a 4% das malignidades cutâneas, segundo informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer).