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26/08/2007 00:00:00

Interior


Interior

A expectativa é grande. Na próxima sexta-feira, 31 de agosto, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o resultado oficial do Censo 2007. Desde o dia 16 de abril, 63 mil recenseadores se espalharam pelas ruas do País para a árdua tarefa de descobrir com quantos brasileiros é feito o Brasil de hoje. Os estabelecimentos agropecuários também são contados.
Em Maceió, a contagem dos moradores pode ir além do prazo, segundo o chefe do IBGE em Alagoas, André Figueiredo. “Tem muita casa fechada. Os moradores não atendem os recenseadores. Muitos têm medo. Pedimos o apoio da prefeitura para esclarecer a população da importância de colaborar com o Censo”.
Rio Largo “encolhe” e pede revisão


Em Alagoas, onde as divisas entre municípios ainda são definidas à moda antiga – “ao norte da fazenda de fulano e a leste da de cicrano está a cidade tal” – e os mapas desenhados indiferentes às coordenadas geográficas, a confusão é mesmo grande.
Pela primeira vez na história, este ano os recenseadores aposentaram a caneta e o papel e foram de casa em casa equipados com computadores e GPS, instrumento que, via satélite, define os limites de cada município com precisão. Vamos começar contando o caso curioso de Rio Largo (ou seria de Maceió?).

Briga por território ultrapassa divisa


O resultado parcial do Censo 2007 é questionado por prefeituras onde há vilas de moradores na divisa dos municípios. Cada parte quer ter para si o maior número de habitantes. Algumas vezes a “batalha” pelo território vai além de Alagoas e chega a Pernambuco. Águas Belas, por exemplo, está colado com Santana do Ipanema. Lá é a Vila São Raimundo, com cerca de 200 pessoas, que está em jogo.
Já em Estrela de Alagoas a disputa por outra vila envolve Bom Conselho (PE). Nos dois casos, os alagoanos dizem preferir Pernambuco, já que o Estado fornece educação, saúde e limpeza.

Câmaras também sofrerão abalo com resultado do Censo

A configuração política, determinada pelas vagas oferecidas nas Câmaras de Vereadores, deve ser modificada nas cidades que tiveram maior queda populacional. O presidente da União dos Vereadores do Estado de Alagoas (Uveal), Cláudio Roberto Costa, de Marechal Deodoro, um dos municípios onde a população cresceu, antes de esboçar qualquer opinião a respeito, prefere aguardar o resultado oficial do IBGE, no dia 31 de agosto, mas reconhece: “Devemos ter redução, sim”.

Miséria expulsa morador do Sertão


Maravilha – Em Maravilha, cidade que sobrevive do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), fatia do orçamento da União tirada da arrecadação de impostos e dividida entre as prefeituras do Brasil, a migração é constante. Conversando com moradores, é fácil perceber que a grande maioria já foi ou planeja ir tentar a vida em outro lugar. Com população estimada pelo IBGE em 2006 de 15.392 habitantes, este ano, de acordo com o resultado parcial do Censo 2007 divulgado dia 24, no município tem só 10.155 pessoas.

Prefeito acredita em perseguição política


Preocupado, o prefeito Antônio Jorge Rodrigues, chamado de Nino, pediu a recontagem da população, quando, no primeiro levantamento do Censo 2007, Maravilha aparecia com 9.960 habitantes. Feita a revisão, a cidade ganhou apenas 195 pessoas e ficou com as 10.155, contabilizadas até agora. Resultado que vai interferir na queda do valor de FPM. Ele prevê R$ 1 milhão a menos. “Um desastre”, define.
Nino diz que desconfia de perseguição política, mas não cita nome de quem estaria interessado em prejudicá-lo. Inconformado com as 5.237 pessoas que desapareceram de Maravilha, ele delegou representantes da prefeitura para acompanhar os recenseadores na recontagem.

Fonte - Jornal Gazeta de Alagoas



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