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22/08/2007 00:00:00

Polícia


Polícia

Na busca por um acusado de estupro contra uma criança de nove anos, policiais militares acabaram encontrando, em um estabelecimento comercial localizado no mercado em Maceió, um estoque de medicamentos com o aviso de venda proibida pelo Ministério da Saúde, que estava sendo vendido à população.

Tudo começou com uma denúncia de estupro feita pela desempregada Lindinalva dos Santos. Com a greve da polícia civil, ela procurou a Polícia Militar para contar que sua filha, M.S de nove anos, havia sido abusada sexualmente e mantida em cárcere privado durante três dias, por um homem identificado como Carlos Jorge Santana, 52 anos, dono de um estabelecimento comercial no mercado da produção, que deveria vender ervas medicinais.

Na busca pelo acusado, os policiais foram até o local indicado pela mãe da criança, próximo às barracas de ervas, e descobriram uma espécie de armazém de medicamentos cedidos pelo Ministério da Saúde para uso de pacientes do SUS. Além dos medicamentos – em sua maioria anestésicos – seringas descartáveis, agulhas, entre outros materiais de ambulatórios, comercializados pelo criminoso.

No momento da busca, o acusado conseguiu fugir e mesmo com as diligências nas imediações, a Polícia não conseguiu prender Carlos Jorge. Os medicamentos foram encaminhado a sede da Polícia Federal em Jaraguá. Os policiais encontraram também no meio dos seus pertences, uma licença concedida pela Secretaria Municipal de Indústria e Comércio para comercializar ervas.

Estupro

Na tarde de ontem, a mãe e a menina M.S, foram prestar depoimento na Delegacia do 9° DP no Jacintinho contra o crime de estupro e cárcere privado do qual a criança foi vítima.

Lindinalva dos Santos contou que na última terça-feira (14) pela manhã, pediu a sua filha que fosse até o mercadinho próximo à sua residência, na favela da Brejal, comprar sabão, e ao invés de passar os 15 minutos necessários do percurso, a menina passou três dias desaparecida.

A mãe conta que a menina saiu com uma colega, de 12 anos, que reside próximo a sua casa, e “simplesmente desapareceu”. Após três dias sem notícias da filha, Lindinalva a encontrou sozinha, próximo a Lojas Americanas, no Centro.

“Quando eu perguntei sobre o que tinha acontecido e por que ela sumiu, ela me contou que tinha sido abusada por aquele homem. Me mostrou a vagina, ferida e com marcas do estupro, disse que tinha sofrido maus tratos e que o bandido tinha mantido ela presa na sua barraca no mercado”, contou a mãe.

Ela disse ainda que a criança foi apresentada a Carlos Jorge, pela colega na terça-feira em que foi comprar sabão. “Ela me contou que recebeu R$ 4 do homem, pela relação sexual e que a coleguinha teria levado ela ao local, que deveria estar funcionando como um lugar de prostituição de crianças”, ressaltou indignada.

O conselheiro tutelar da Região onde mora M.S., Arnaldo Capela, afirmou que vai tomar as providências necessárias, como a assistência à criança e a mãe. “A partir de agora ela será assistida pelo projeto Cidadela. E além disso vamos pedir apoio para que haja uma fiscalização desses estabelecimentos existentes no mercado”, disse Capela.

Com alagoas 24 horas // Priscylla Régia e Danielle Silva

 



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