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18/08/2007 00:00:00

Política


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Faltando menos de 48 horas para que os neurocirurgiões e hematologistas demissionários do Estado de Alagoas abandonem os postos de emprego, a greve dos médicos – que já conta com três meses de impasse – só se agrava. Na sexta-feira, dia 17 de agosto, foi decretado pelo Governo estado de emergência na área da Saúde. Na manhã de hoje, o presidente do Sindicato dos Médicos (Sinmed), Wellington Galvão, voltou a atacar o secretário de Saúde, André Valente.

De acordo com o sindicalista, as ameaças continuam e o Governo do Estado tenta pressionar os médicos a voltarem a trabalhar. A situação está sendo chamada pelos sindicalistas de “Quilombo dos médicos”, fazendo referências à escravidão. Na manhã de hoje, Galvão chamou o secretário de “maluco”. “O secretário (André Valente) é um maluco. Não é bom do juízo. Ele deve ser internado”, destacou.

Conforme Wellington Galvão, as ações de Valente só fizeram piorar a greve. “Ele seguia a risca as posições da Procuradoria Geral do Estado, mesmo sendo um médico. Ele feriu a ética da categoria. Eu entrei com uma representação contra ele. O secretário gerou uma situação de confronto. Se ele ficasse calado, aposto que ajudaria muito mais”, destacou.

Galvão disse que a categoria espera até a meia noite do domingo, dia 19 de agosto, para que se resolva o impasse e se consiga reverter as demissões, caso contrário, os médicos estão dispostos a descumprirem a ordem judicial do magistrado Kléver Loureiro, que proíbe – sob pena de multas e responsabilidade civil e criminal – a demissão no prazo de 80 dias.

Os médicos grevistas pedem reajuste de 50%, mas o Governo do Estado apresenta uma contraproposta de 5%. Na noite quinta-feira, dia 16 de agosto, o Governo ainda apresentou uma nova proposta de 7,5% que voltou a ser rejeitada pela categoria. O governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) optou por um pronunciamento oficial – também na quinta-feira, só que pela manhã – pedindo “humildemente” que os médicos voltassem ao trabalho.

De acordo com Vilela, o aumento não era concedido porque o Governo do Estado de Alagoas não poderia. “Não há recursos” enfatiza o governador. O discurso foi tido – pela categoria médica – como “um tiro no pé” dado pela administração estadual.

Com alagoas 24 horas // Luis Vilar



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